
Cara Allexya,
após vagar pelas Terra dos Vales, comtemplando a Tempestade, para estuda-la, compreende-la e estar mais próximo dela, percebi que os anos em que me afastei da Cabala foram difíceis, em comparação com a vida que tinha antes e mesmo assim, esses anos me fizeram bem. Tanto os monstros dos ermos, quanto os perigos nas cidades me dão oportunidade de perceber o óbvio e que a Cabala não compreende. Eles escolheram o nome Ascenção do Vento, para exaltar um único dos elementos e tanto os estudiosos arcanos, quanto os religiosos, depreciam os outros elementos demasiadamente. Assim como os homens, os elementos individualmente podem realizar menos, do que em conjunto. E elevação espiritual complementa os progressos dos estudos arcanos dessa mesma maneira.
Não me arrependo de deixa-los com suas próprias crenças, mas talvez um dia eu possa retornar para os meus irmão e ilumina-los com o trovão da verdade.
Porém, neste momento, encontro-me em uma situação que não esperava. Após um confronto que parecia ser o meu fim, encontrei-me preso em uma caverna, cheia de criaturas de raças inteligentes, em uma diversidade incomum. Preso, não fui capaz de me concentrar na preparação de minhas magias, arcanas ou divinas. Foi quando, durante a minha meditação, reparei que algo estava para mudar rapidamente, como uma chuva, no verão. Algo raro de se ver, um Aaracroka, engaiolado, de maneira que eles detestam, preparou um arco rudimentar, no qual eu não apostaria meia moeda de cobre, e com ele, foi capaz de libertar outra criatura, ainda mais rara, logo ao meu lado. Demorei para reconhecer, mas enquanto medito na chuva, essa clareia meus pensamentos e agora tenho certeza de se tratar de um Golias, criaturas fantásticas, com mais ligação com as pedras que os próprios anões. Atendi ao chamado das circunstâncias, auxiliando-o como pude, curando um mínimo dos seus ferimentos com o toque concedido pela minha crença. Ele retribuiu abrindo minha cela como se fosse simplesmente encostada, a porta que me separava do confinado salão, carregado de sombras. O Aaracroka foi mais difícil de libertar, estando um de nossos captores perto de retornar. Pouco pude fazer no combate que se seguiu e ao final, conquistamos a liberdade com um ultimo companheiro de correntes, um irmão humano, que mais tarde se mostrou um rei, na procura de seu filho, que esteve igualmente encarcerado. Nossa liberdade parecia abençoada pela Rapidez quando o pior veio a tona.
Nosso companheiro Humano nos revelou algo mais sombrio e devastador do que poderiam os bardos imaginar, ao criar suas histórias, para entreter senhores sombrios, em tabernas distantes. Nossos corações, assim como o de todos presos naquela caverna sinistra, haviam sido arrancados e substituidos por uma gema mágica, num ritual horrivel, maligno, caro, e que não dava certeza de vida aos que fossem submetidos a ele. A única forma de salvar nossas vidas, seria recuperando nossos corações tomados, e que agora estavam perdidos, utilizar um pergaminho que recuperamos junto de nossos pertences, antes da fuga. Ao tentar ler o pergaminho, a surpresa. Ele estava escrito na lingua negra e mesmo que eu pudesse ler o que estava escrito, isso traria consequencias terriveis para alguém como eu. Em meus estudos, a única pessoa capaz de realizar o necessário para reverter nossa situação, contanto que nós tivessemos nossos corações em posse, seria alguem tão terrivel quanto a magia de que fomos vítimas ou pior. Fzoul Chembril. Aquele que usurpou o poder de Manshoon, entre os Zhentarim. O braço direito de Bane. Somente ele tem o entendimento necessário para retornar nossos corações e capacidade para ler a lingua negra, sem ter consequencias...
Agora, nosso companheiro humano encontrou o caminho para outro o mundo, nos deixando um legado inesperado. Devemos, o Golias, o Aaracroka e eu, proteger o filho deste rei entre os humanos, buscando pelos nossos corações, assim como o do príncipe. O rei Agouro.
Embora eu não acredite que mesmo os recursos de um reino inteiro possam nos ajudar, não temos outra saída. E que as Tempestades nos auxiliem e a Rapidez esteja conosco, pois não saberemos quanto tempo ainda nos resta...
Minha querida, escrevei a você quando puder. Nesse momento, posso dizer que estou mais próximo do que nunca, para unir meus esforços do conhecimento arcano com a devoção religiosa.
Zard Deui.

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